terça-feira, 8 de novembro de 2011

Semana Premiada Microlins

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Por que uns têm sorte e outros não?

O mercado está cheio de profissionais parecidos com você, com formação semelhante à sua e com muitas das suas competências. Não adianta: a máxima é válida para todos. Sorte só existe para quem está preparado

Por André Acioli e Augusto Uchôa, www.administradores.com.br

Não adianta: a máxima é válida para todos. Sorte só existe para quem está preparado. As grandes "coincidências" – como estar no lugar certo, na hora certa e conhecer a pessoa certa – de nada têm valor se você (você mesmo) não tiver as competências necessárias para abraçar a oportunidade que se apresenta.

O mercado está cheio de profissionais parecidos com você, com formação semelhante à sua e com muitas das suas competências. Longe de rotular você como produto, muitos empregadores (reais ou potenciais) lhe veem sob o ponto de vista dos benefícios que pode trazer para a organização que lhe emprega. Quanto mais benefícios, mais valor você terá. Pode parecer simplista, mas é exatamente esta ótica, muito bem explorada por Zeithaml e Bitner (2003) que traduz a relação de valor na prestação de serviços (como o são as atividades desempenhadas nas organizações).

Quanto maior for o valor percebido, maior será o preço. Analogamente, mais benefícios, mais valor, melhor remuneração (seu preço). Não é nossa pretensão fazer qualquer subversão à ordem com que muitos analistas de RH tratam a questão, mas repare: só as pessoas bem preparadas têm bons contatos; as outras também têm contatos, mas raramente geram boas oportunidades de emprego. Não é difícil notar que quanto menos benefícios determinado profissional tem a oferecer, maior é a probabilidade de que outros profissionais o possam substituir.

Se você acaba de concluir seu curso superior, parabéns! Sabemos de todo o esforço que empreendeu para que pudesse atingir mais este degrau. No entanto, não se iluda: apesar dos muitos que deixou no degrau inferior, há vários a dividir o seu degrau e, muitos outros, ainda, nos degraus mais acima desta escada de competências.

A oferta de profissionais perfeitamente substitutos é grande e, Adam Smith não teria dificuldades em nos fazer ver que é este o principal causador da baixa remuneração oferecida. Entretanto, em paralelo, crescem as alternativas para aprimoramento profissional; em essência leia-se: meios para agregar valor aos serviços por você oferecidos.

Proliferam-se os cursos de pós-graduação lato sensu ou especializações. Na prática, no Brasil, não há diferenças significativas entre um curso de lato sensu e um MBA – Master in Business Administration: ambos certificam o concluinte como especialista. Os cursos de MBA em outros países, podem assumir correlações diferentes, avaliados e reconhecidos (ou não), aqui no Brasil, pelo MEC, conforme critérios específicos.

Não me atreveria dizer quantas são as instituições de ensino e quantos são os cursos de pós-graduação oferecidos atualmente no Brasil – até mesmo porque, enquanto você lê este texto, novos cursos são lançados. Escolas cujos cursos de graduação são percebidos como de boa qualidade, tendem a oferecer cursos de pós-graduação que, normalmente, têm igual percepção pelo mercado.

Mas se este é um dos critérios para escolha por curso de pós-graduação, há outro bem mais importante: saber mais, potencialmente fazer mais e, com isso, aumentar os benefícios que oferece ou pode oferecer às organizações que o emprega. Aqui cabem parênteses: aumentar pressupõe fazer crescer algo que já se tem. Desta forma, o curso de pós-graduação deve ter aderência a curso de graduação (de extensão ou outro) anteriormente concluído e os cursos subsequentes, tanto mais com os anteriores, numa cadeia crescente de conhecimento, capaz de ser aplicado ao cotidiano organizacional.

Isso, entretanto, demanda investimentos nem sempre disponíveis aos profissionais. Quando oportunizados pela empresa, ainda melhor; mas não atribua a ela a responsabilidade pela sua carreira, a carreira é um ativo que lhe pertence, portanto, cabe a você cuidar dela.

Diante da necessidade de aumentar seu valor, o profissional tem como alternativa cursos livres ou de extensão, cujas cargas horárias costumam ser menores (1) e que não exigem à participação, formação em nível superior. Normalmente, são cursos onde a troca de experiências é mais limitada – principalmente pelo menor tempo de convivência entre os participantes.

Decerto há outros fatores determinantes na escolha dos caminhos para aumento do seu valor profissional percebido. Muitos poderão considerar o montante do investimento, os ciclos de vida em que se encontram, os projetos de curto prazo .... mas em todos eles, aproveite para desenvolver também sua rede de relacionamentos pois quantos mais souberem e reconhecerem os benefícios que você tem condições de disponibilizar, maior será a sua sorte.

André Acioli - é mestre em Administração pelo Coppead/UFRJ, professor, consultor de empresas e fundador do Boteco do Conhecimento. Além de ministrar aulas pela Mackenzie Rio e pelo IBMR-Laureatte, conduz palestras e treinamentos sobre os temas Gestão, Marketing, Negociação e Relacionamento.

Augusto Uchôa - é graduado em Comunicação Social pela ESPM, mestre em Administração de Empresas pelo Ibmec-RJ com especialização em Marketing, doutorando pela Coppe/UFRJ, consultor de empresas e fundador do Boteco do Conhecimento. Atualmente ministra aulas pelo IBMR-Laureatte e palestras sobre os temas Marketing, Negociação, Serviços e Relacionamento.
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Gafes em redes sociais podem comprometer profissionais em seleções de emprego

"Mais cedo ou mais tarde todas as pessoas estarão expostas de alguma maneira, seja através de um parente ou amigo", disse Nelson

Por Redação, www.administradores.com.br

Antes de postar no Youtube o vídeo daquela farra do último final de semana em que você aparece bêbado com os amigos falando mal do ex-chefe, é bom pensar duas vezes. As empresas estão cada vez mais antenadas nos perfis sociais dos profissionais e gafes como essas podem ser problemáticas na hora de uma seleção, por exemplo.
Para Nelson Novaes Neto, CSO do UOL, os usuários precisam estar atentos ao que inserem na rede. "As mídias sociais têm muita informação, basta saber usá-la. O cuidado com a privacidade online é uma questão de responsabilidade social", ressalta.
Ele alerta ainda que é importante tomar cuidado com as próprias atitudes, pois muitas vezes a exposição independe da iniciativa pessoal de postar um conteúdo particular na internet. "Mais cedo ou mais tarde todas as pessoas estarão expostas de alguma maneira, seja através de um parente ou amigo", disse Nelson.
Por outro lado, de acordo com Neto, esse tipo de veículo pode ajudar empresas também com informações estratégicas e a perceber o movimento do mercado. "Caso o usuário monitore o perfil do concorrente nas redes sociais pode antever uma negociação comercial", analisa.
Outro ponto positivo para empresa, segundo o CSO, é o monitoramento dos seus colaboradores, prevendo possíveis mudanças em seu quadro de funcionários.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Promoção MENOS UMA

Aprenda a escolher um curso de qualificação profissional

Especialistas em carreira apontam os três principais critérios na hora de procurar um curso de aprimoramento

Por Rômulo Martins, Empregos.com.br

Que o mercado globalizado e a expansão da economia brasileira requerem profissionais atualizados ou de olho nas tendências de sua área de atuação todos sabem. Mas o que muitos ainda não se deram conta é que fazer um curso atrás do outro pode não surtir o efeito desejado. Pior. Essa atitude pode acarretar em perda de tempo e dinheiro.
"A busca de qualificação não pode ser aleatória", afirma Mariá Giuliese, diretora executiva da Lens & Minarelli.
Para você fazer uma escolha assertiva, o Empregos.com.br conversou com Mariá; a psicóloga Jamile Ferraresso, coordenadora do departamento de carreiras da Veris Faculdades; e Alessandra Negreli, coordenadora de desenvolvimento organizacional da Luandre.
1. Descubra o que você quer
Uma escolha profissional correta depende necessariamente do autoconhecimento. Para Mariá, o indivíduo deve alinhar vocação e formação. "Antes de procurar um curso tenha clareza dos seus objetivos."
A consultora ressalta que a escolha deve ainda estar atrelada à formação acadêmica do profissional. "Não decida por modismos, senão você estará produzindo uma colcha de retalhos. A cada momento o mercado precisa de algo diferente."
2. Descubra o que o mercado quer
No entanto, não adianta achar que você pode sobreviver em um cubo de vidro. Uma hora ele pode trincar. "É preciso ter visão de mercado", diz Jamile Ferraresso.
Segundo a psicóloga, ao escolher um curso sem fazer esta análise, o profissional vai passar pela frustração de não poder praticar o conhecimento obtido em sala de aula. "Por isso, é importante certificar-se de que o curso irá contribuir em sua carreira."
"O ideal é que o curso de atualização tenha alguma relação com a função que o profissional exerce ou deseja exercer", reforça Alessandra Negreli. Ela ressalta que um curso dissociado da área de atuação pode dar a impressão de que o profissional não tem clareza dos seus objetivos.
3. Pesquise
É preciso conhecer a instituição que oferece o curso, corpo docente, conteúdo programático. Vale conversar com quem já realizou a atividade e, até mesmo, com o seu chefe e colegas de trabalho. "Não se prenda apenas ao nome da instituição", aponta Jamile.
Mariá destaca que o profissional deve ainda averiguar se o curso contempla mais a parte teórica do que a prática e vice-versa. "Alinhe a sua escolha à sua expectativa e necessidade", lembra.
4. Benefícios
Jamile afirma que a atualização constante é uma estratégia fundamental para manter a empregabilidade. "Proporciona conhecimento e troca de informações entre os profissionais."
A principal importância da qualificação, no entanto, é a contribuição para o desenvolvimento e a carreira do profissional, sinaliza da psicóloga. "Possibilita a aplicação de novas ferramentas e o desenvolvimento de novos projetos na empresa. O profissional que se atualiza é sempre bem visto no mercado."
 

Facebook é o preferido dos recrutadores, de acordo com pesquisa

Segundo consultoria, 75% dos recrutadores na Ásia usam a rede social mais popular do mundo para realizar os processos seletivos


O Facebook é o preferido das empresas para recrutamento e chegou a superar o próprio LinkedIn, rede especializada em contatos profissionais, na Ásia e na Europa. A pesquisa foi divulgada pela Right Management na última quarta-feira, 2.

Segundo a consultoria, 75% dos recrutadores na Ásia usam a rede social mais popular do mundo para realizar os processos seletivos. O índice na Europa chega a 62%. Mas nos EUA o LinkedIn é bem representativo; 90% usam o serviço para obter informações sobre o candidato, contra 34% verificam o Facebook.

O líder global também é o Facebook, com 58%. Em seguida vem o LinkedIn, com 52%, e o Twitter, com 34%.

"Os profissionais precisam estar atentos ao fato de que quase todos os empregadores procuram nestes sites por bons candidatos a emprego", disse Monika Morrow, VP Sênior de Gerenciamento de Carreira da consultoria. "Nossa pesquisa mostra que nove em dez grandes empresas nos EUA acham ao menos um desses sites úteis para contratar gente".
O estudo foi realizado em 17 países e levou em conta 2010 pessoas do setor.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Jovens do Sul e Sudeste são os que mais se dizem prontos para o mercado de trabalho

A clareza do que deseja para a carreira é o motivo que mais levamo jovem a se sentir preparado

Infomoney

Os jovens das regiões Sul e Sudeste do Brasil são os que mais se sentem preparados para atuar no mercado de trabalho, segundo revela pesquisa realizada pela Cia de Talentos.
De acordo com o levantamento, no Brasil, 88% dos jovens se consideram preparados para atuar no mercado de trabalho, mesmo percentual verificado no Sul e Sudeste. Nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, este percentual é um pouco menor - 86%, 87% e 87%, respectivamente.
Dentre os motivos que levam o jovem a se sentir preparado, em todas as regiões, a clareza do que deseja para a carreira aparece em primeiro lugar, com destaque para a região Norte, 42%. Em seguida, também de Norte a Sul do país, está o fato de ter o perfil comportamental exigido pelo mercado, sendo que os sulistas são os que mais acreditam ter esta característica, 23%.
Outros itens
A experiência na área de atuação é outro item que faz com que os jovens se sintam preparados, especialmente no Sudeste, onde o item foi mais citado, atingindo 15%. O conhecimento técnico aparece na quarta colocação no geral, com destaque, sobretudo, no Centro-Oeste e no Sul do País, onde apareceu com 14% das indicações.
Com índices iguais ou inferiores a 2% está fluência em outro idioma, o quinto item mais citado como responsável pelo fato do jovem se sentir preparado para o mercado.
Despreparados
Sobre os que ainda não estão seguros quanto à atuação no mercado de trabalho, o estudo aponta a falta de experiência na área como o motivo mais citado (6%), com destaque na região Norte (7%).
A falta de conhecimento técnico necessário, falta de clareza do que deseja para a carreira e falta de fluência em outros idiomas também foram citadas como motivos que fazem os jovens se sentirem despreparados para o mercado de trabalho.